Catarata

A catarata se caracteriza pela perda da transparência do cristalino. Em geral, ela começa a aparecer depois dos 60 anos, porém esse processo pode ter inicio mais cedo. O envelhecimento natural das células do cristalino é a causa mais comum da catarata, embora existam outras origens: hereditariedade, traumatismo, doenças sistêmicas, congênitas, medicamentos e infecções oculares.

Não existe na atualidade nenhum método capaz de evitar ou prevenir a catarata. O único tratamento eficaz conhecido é a intervenção cirúrgica.

O implante intra-ocular foi o maior avanço da Oftalmologia nos últimos 20 anos. As novas técnicas cirúrgicas colocam essa intervenção como uma das de maior eficiência na medicina atual, com mais de 90% de sucesso funcional. A cirurgia, chamada facoemulsificação, é realizada em um centro cirúrgico sob sedação com anestesia local. A intervenção dura de 15 a 20 minutos e o paciente permanece internado de 3 a 4 horas.

A catarata congênita e as que se desenvolvem no período infanto-juvenil (do nascimento até os 10 anos de idade) são comuns e passíveis de tratamento. As bilaterais, quando totais, se não operadas em até 3 meses de visa, podem provocar nistagmo, que são oscilações repetidas e involuntárias rítmicas de um ou ambos olhos, e a ambliopia, caracterizada pela diminuição da acuidade visual (visão) uni ou bilateral. As monoculares, além da ambliopia, favorecem o aparecimento do estrabismo, que é a perda do paralelismo entre os olhos, entre 6 meses a 2 anos de idade.

Aproximadamente 40% das cataratas de infância não têm uma causa determinada, mas as mais freqüentes são a hereditariedade, infecções intra-uterinas, galactosemia, artrite reumatóide, hipoparatireoidismo, diabetes, doença de Fabry e síndromes, como a de Lowe.

Alguns sintomas da catarata:

* Dificuldade de enxergar de perto ou de longe;
* falta de nitidez na visão;
* aspecto esbranquiçado na área da pupila;
* as cores parecem menos vivas e com tons de marrom;
* visão deficiente à noite.

 

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